Internações por mastite puerperal no Sistema Único de Saúde (SUS) entre 2018 e 2022
Iana Mundim de Oliveiraa, Bruno César Teodoro Martinsb, João Bosco Siqueirac, FLAVIANA VELY MENDONÇA VIEIRAd, Leonardo Ribeiro Soarese
- aUniversidade Federal de Goiás
- bCentro Universitário de Mineiros (UNIFIMES)
- cInstituto de Patologia Tropical e Saúde Pública - Universidade Federal de Goiás
- dFaculdade de Enfermagem - Universidade Federal de Goiás
- ePrograma de Pós-graduação em Ciências da Saúde, Faculdade de Medicina - Universidade Federal de Goiás
Papers open inside SciRah from the original publisher or repository; SciRah never hosts them.
Abstract
Objetivo: Analisar os fatores sociodemográficos, clínicos, tempo de permanência e custos associados às internações por mastite puerperal no Sistema Único de Saúde (SUS) entre 2018 e 2022.Métodos: Estudo transversal com dados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH/SUS) incluindo todas as internações por mastite puerperal no SUS entre 2018 e 2022. Foram analisados o tempo de permanência e os custos por internação conforme faixa etária, região e tipo de instituição por meio de estatística descritiva e tabelas de contingência múltipla. Resultados: Foram analisadas 11.279 internações. O maior número de casos ocorreu na região sudeste (41,8%), em mulheres autodeclaradas pardas (45,7%), faixa etária 18 a 29 anos (62,5%) e em instituições públicas (66,8%). Os gastos do SUS totalizaram R$ 2.568.714,80, com custo médio de R$ 227,74 por internação, sendo maior em instituições privadas (p < 0,001), e permanência média de 4,5 ± 3,6 dias para tratamento cirúrgico e 5,2 ± 3,4 dias para tratamento clínico. Conclusão: As internações por mastite puerperal no SUS foram mais frequentes na região sudeste, entre mulheres jovens e autodeclaradas pardas. O tempo de permanência foi maior no setor público e para tratamento clínico, enquanto os custos foram maiores no setor privado e para tratamento cirúrgico.

