Evolução socioepidemiológica e espacial da hanseníase em Parauapebas-PA - Brasil, 2008 a 2019
Douglas Carli Silvaa, Erikassiane Paes Pinheirob, Camila Lorena Rodrigues Machadoa, Flávia Lethycia Baia da Fonsecab, Samanta da Silva Costa Raminhob, Emilly Gabriele Ribeiro Diasb, João Vitor Tavares Pamplona, Alcinês da Silva Sousa Júniora, Patrícia Daniele Lima de Limaa, Arnaldo Jorge Martins Filhob
- aUniversidade do Estado do Pará
- b
Papers open inside SciRah from the original publisher or repository; SciRah never hosts them.
Abstract
Objetivo: Analisar a distribuição espaço-temporal da hanseníase em Parauapebas, Pará, Brasil, 2008 a 2019. Métodos: Caracteriza-se como estudo transversal, descritivo, de base populacional, de casos novos notificados no SINAN. Utilizou-se as variáveis epidemiológicas e clínicas: sexo, raça/cor, escolaridade, faixa etária, zona de residência, forma clínica, avaliação do grau de incapacidadefísica no diagnóstico, classificação operacional, modo de detecção, baciloscopia, esquema terapêutico inicial, analyses epidemiológica e geoepidemiológica. Resultados: Dos 1.996 casos novos, houve predomínio em: sexo masculino (59,57%), pardos (73,50%), 1ª a 4ª série do fundamental (29,71%), pessoas de 15 a 59 anos (78,86%), zona urbana (88,33%), forma clínica dimorfa (52,66%), grau 0 de Incapacidade Física (81,11%), multibacilares (58,97%), demanda espontânea (60,07%), baciloscopia não realizada (88,13%), esquema PQT/MB/12 doses (58,97%). A distribuição especial resultou em aglomerados nas regiões administrativas urbanas RACAL, RACIN, RALIU, RAPAZ e RARV. Houve tendência exponencial decrescente de casos novos ao longo dos anos, indicando prospecção de declínio nos próximos cinco anos. Análise da evolução espaço-temporal da taxa de detecção da hanseníase constatou hiperendemicidade. Conclusão: Parauapebas permanece endêmica e merece atenção no desenvolvimento de políticas públicas visando controle e redução de casos.

