Caracterização epidemiológica e causas da não doação por potenciais doadores de órgãos em morte encefálica
Giovanna de Figueiredo Pogodina, Mercy da Costa Souzaa, Carolina Mariano Pompeoa, Marcos Antônio Ferreira Júniora, Cacilda Rocha Hildebrand Budkea, Maria Lúcia Ivoa
- aUniversidade Federal de Mato Grosso do Sul
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Abstract
Objetivo: analisar as características epidemiológicas e causas da não efetivação do processo de doação de órgãos e tecidos de potenciais doadores em morte encefálica. Método: estudo transversal, com dados secundários do ano de 2019, obtidos de formulários de notificação de morte encefálica de pacientes com idade igual e superior a 18 anos, analisados descritiva e inferencialmente, após aprovação pelo comitê de ética. Resultados: notificadas 231 mortes encefálicas, com maior incidência de pessoas do sexo masculino, idade média de 48 anos e notificações dos hospitais públicos. Em Campo Grande, Mato grosso do Sul, observou-se maior número de notificações e o menor tempo entre a notificação e o primeiro exame clínico (RR: 4,01; IC 2,17-7,41; p<0,001). Entre os casos de não doação, 75,8% ocorreram por contraindicação médica e recusa familiar. Conclusão: houve predomínio de adultos jovens, não doadores de órgãos, cuja negativa da família deu-se pela vontade de manter o corpo íntegro.

