Análise dos fatores associados ao retransplante de células-tronco hematopoiéticas: estudo caso-controle
Isabelle Campos de Azevedoa b c, Marcos Antônio Ferreira Júniord e, Anália Andréia de Araújo Nascimentoa f, Allyne Fortes Vítora f, Élen Ferraz Testond e, Oleci Pereira Frotad e, Viviane Euzébia Pereira Santosa f
- aUniversidade Federal do Rio Grande do Norte, Brazil
- bCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Brasil
- cUniversidade Federal do Rio Grande do Norte, Departamento de Enfermagem, Natal, RN, Brasil. Bolsista da Coordenacao de Aperfeicoamento de Pessoal de Nivel Superior (CAPES), Brasil
- dUniversidade Federal de Mato Grosso do Sul, Brazil
- eUniversidade Federal de Mato Grosso do Sul, Instituto Integrado de Saude, Campo Grande, MS, Brasil
- fUniversidade Federal do Rio Grande do Norte, Departamento de Enfermagem, Natal, RN, Brasil
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Abstract
Resumo Objetivo: analisar os fatores associados ao insucesso do Transplante de Células-Tronco Hematopoiéticas (TCTH) em pacientes submetidos ao retransplante de Células-Tronco Hematopoiéticas (RCTH). Método: estudo quantitativo do tipo caso-controle para avaliar pacientes submetidos ao RCTH. Para tanto, utilizou-se amostra pareada de dois controles para cada caso (2:1). O grupo caso foi constituído pelos prontuários de saúde com todos os pacientes que foram submetidos ao RCTH (28) e o grupo controle (56) incluiu pacientes que receberam apenas um transplante. Três variáveis nortearam o pareamento: sexo, diagnóstico e tipo de transplante. Resultados: vinte e quatro (85,71%) pacientes do grupo caso receberam retransplante devido a recidiva da doença e quatro (14.29%) devido a falha do enxerto. Uma diferença estatística foi encontrada na análise entre os pacientes que não usaram o ácido ursodesoxicólico, analgésicos opioides ou imunossupressores. A necessidade de um RCTH entre aqueles que usaram estes medicamentos de forma inapropriada foi 16,12, 12,79 e 4,5 vezes maior, respectivamente, do que entre os que as usaram corretamente. Conclusão: houve uma diferença relacionada ao motivo que levou ao retransplante e os indivíduos analisados. A conclusão é que a razão preditiva para retransplante nesta amostra foi a recidiva da doença.

